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Doença do beijo e infecções bucais: como curtir o Carnaval
Especialista alerta para cuidados simples que ajudam a evitar problemas durante a festa
12/02/2026 16h17 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
beijos no carnaval

Carnaval é sinônimo de alegria, encontros e, para muitos foliões, muitos beijos.

Mas, em meio à descontração, um hábito comum da festa pode representar riscos à saúde bucal e geral.

A troca de saliva favorece a transmissão de diversas doenças, algumas bastante conhecidas e outras nem tanto.

Segundo a dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Aria, Maria Letícia Bucchianeri, o beijo pode ser a porta de entrada para diversas infecções, virais e bacterianas.

“Durante o carnaval, o contato próximo entre as pessoas se intensifica, o que aumenta significativamente o risco de contágio”, explica.

Entre as doenças mais associadas ao beijo está a mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo. Causada pelo vírus Epstein-Barr, ela é altamente contagiosa e se transmite principalmente pela saliva, seja pelo beijo ou pelo compartilhamento de objetos como copos, talheres e cigarros.

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“Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta, cansaço intenso e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilha”, afirma a especialista.

Ela alerta ainda que a doença pode impactar diretamente a saúde bucal.

“A inflamação das amígdalas e a dor ao engolir dificultam a higiene oral, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana e o surgimento ou agravamento de quadros de gengivite e periodontite”. 

Atenção aos sintomas

Os primeiros sinais da mononucleose costumam se confundir com os de uma gripe comum: febre, dor de garganta, dor de cabeça, fadiga e aumento dos gânglios linfáticos.

“Sem uma higiene bucal adequada nesse período, o risco de inflamações gengivais aumenta. Se não tratadas, essas inflamações podem evoluir para quadros mais graves, com perda óssea e até queda de dentes”, alerta Maria Letícia.

Diagnóstico e cuidados 

orientações

Não há tratamento específico para a mononucleose, mas os sintomas podem ser controlados com repouso, hidratação e medicamentos para aliviar dor e febre.

É fundamental evitar atividades intensas durante a recuperação e, principalmente, reduzir o contato próximo com outras pessoas, já que o risco de transmissão permanece até a recuperação total”, orienta a especialista.

Como aproveitar o Carnaval com mais segurança 

Para curtir a festa sem comprometer a saúde, a dentista reforça algumas medidas simples, mas eficazes:

“O beijo faz parte da celebração, mas a prevenção também. Pequenas atitudes ajudam a garantir que as lembranças do carnaval sejam apenas boas”, finaliza a coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Aria.